quinta-feira, 23 de junho de 2011

Eu já...

Em  conversa muito deprê (da minha parte, é claro) com uma amiga, lá pelas tantas ela me diz:
- Pense em todas as coisas legais que você já  fez, viveu e aprendeu...
E fiquei pensando no que  já vivi, aprendi e fiz. Então eu já:
- aprendi a cozinhar;
- aprendi a ler, escrever e pintar;
- senti dor na barriga de tanto rir;
- conheci pessoas incríveis e esqueci as que não eram;
- fiz graduação e pós-graduação;
- sonhei acordada;
- conheci lugares legais;
- guardei segredos;
- esqueci segredos;
- andei de barco,bicicleta, patins, skate, carrinho de rolimã, avião, trem, metrô e carroça de cavalo;
- bebi até cair e não achei legal;
- dancei sozinha  a noite inteira no meu quarto;
- assisti trilhões de filmes;
- chorei no cinema com filmes tristes;
-  briguei e depois me arrependi por ter brigado;
- vivi muita coisa legal que queria viver novamente;
- arrependi de coisas que fiz;
- aprendi tricô;
- ganhei presente do papai noel;
- e tive a melhor mãe do mundo que me amou.


Me sinto presa...
a vida anda tão difícil!
mas não posso reclamar... devo manter o pensamento positivo!
mas sou fraca, covarde, neurótica, caótica!

Ana Cristina




foto: internet

segunda-feira, 13 de junho de 2011

 
 
 
 
 
 
 
Morre Lentamente
(Pablo Neruda)


Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os “is” em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade
13 de junho
Dia de Santo Antonio

quarta-feira, 25 de maio de 2011


Viver é difícil!!!
Não existe exatamente aquela vida do comercial de "margarina"  ou do creme dental. Nada não é tão leve, tão feliz demais, tão perfeito!
O dia-a-dia é de luta, de perdas, de ganhos, de batalha, de correr para chegar sei lá aonde...
Corremos tanto, vivemos em alta velocidade! Mas para quê?
Não sei... entrei na "corrida" meio sem vontade, mas estou indo.
Estou cansando dessa correria, dessa ausência de afeto, da falta do momento de partilhar, da amizade, da conversa fiada só para curtir as pessoas.

Ana Cristina 

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Hoje aconteceu uma situação bastante incomun.
Peguei um circular(ônibus que trafega dentro da cidade) para ir ao centro, quando em uma das paradas entra uma senhora com um cachecol. Gelei! Esfriou o estômago!!! Ela usava o cachecol que foi de minha mãe! o cachecol que fiz com restos de lã. Fixei os olhos no cachecol até ter certeza que era o da minha mãe. Sim, era ele, feito com lã rosa, branca e marron, reconheci cada listra, reconheci o meu jeito de terminar um listra. Enfim, confirmada a procedência, comecei a chorar! Lembrei da minha mãe... Alguns passageiros me olharam com espanto e outros com surpresa, mas nem liguei.
Eu fiquei imaginando qual a probabilidade dessa situação acontecer? Uma em um trilhão?
Mais uma coincidência, descemos na mesma parada e nos dirigimos para o mesmo local. Putz! Isso é uma tortura!
Mas dentro da repartição pública nos separamos. Só faltava ela ir a mesma seção!!!
No pequeno percurso da parada ao prédio fiquei tentada em "puxar" uma conversa, falar da minha mãe, a dona do cachecol. Saber como ele chegou até ela. Contar que eu o tricotei. Mas não tive coragem, melhor assim. Nunca mais irei vê-la e nem o cachecol.
Na vida há situações inusitadas...

Só para esclarecer doei as roupas da mamãe para um abrigo de idosos.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Na vida Deus nos brinda com alguns anjos que caminham ao nosso lado e nos dão apoio. O meu anjo é o meu  companheiro, amigo e amado Allan. Nesses últimos três meses rezamos juntos pela melhora da mamãe... nos aflingimos  a cada piora.. criamos esperanças  e choramos juntos ao perdê-la...
Nesse pior momento da minha vida não sei o que seria sem o apoio, a dedicação, a paciência, a compreensão  e o amor do Allan.
Agradeço a Deus a cada dia por tê-lo ao meu lado.