quinta-feira, 17 de abril de 2014

No Caminho, com Maiakóvski

No Caminho, com Maiakóvski
Assim como a criança
humildemente afaga
a imagem do herói,
assim me aproximo de ti, Maiakóvski.
Não importa o que me possa acontecer
por andar ombro a ombro
com um poeta soviético.
Lendo teus versos,
aprendi a ter coragem.
Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm
a ninguém é dado
repousar a cabeça
alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas manhã,
diante do juiz,
talvez meus lábios
calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
Olho ao redor
e o que vejo
e acabo por repetir
são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó
à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne aparecer no balcão.
Mas eu sei,
porque não estou amedrontado
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas
e o riso que nos mostra
é uma tênue cortina
lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo
e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão
e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata
e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade,
procurando, num sorriso,
esconder minha dor
diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!

Eduardo Alves da Costa

segunda-feira, 10 de março de 2014

foto: Ana Cristina
" E se me perguntarem como estou, eis a resposta: Estou indo. Sem muita bagagem. 
Pesos desnecessários causam sempre dores desnecessárias".
                                        Caio Fernando Abreu


Querido Deus,
"ensina-se a identificar o bem e odiar o mal, ajuda-me a fugir das trevas e andar na luz"
Isaías, 5:20                                 

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Não chores


"Não chores pelo que perdeste, luta pelo que tens.
foto: Ana Cristina
 Não chores pelo que está morto, luta por aquilo que nasceu em ti. 
Não chores por quem te abandonou, luta por quem está contigo. 
Não chores por quem te odeia, luta por quem te quer.
 Não chores pelo teu passado, luta pelo teu presente. 
Não chores pelo teu sofrimento, luta pela tua felicidade. 
Com as coisas que vão nos acontecendo vamos aprendendo que nada é impossível de solucionar, apenas siga adiante." 

Jorge Mario Bergoglio, Papa Francisco.

Vai dar tudo certo!

fonte: internet

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O Natal e seu significado


Uma amiga muito querida me repassou esta mensagem belíssima!
Então resolvi colocar no blog.


foto: Ana Cristina
"Passei diante de um escritório. Estava enfeitado para o Natal. Não havia imagem do Menino Jesus, nenhum símbolo religioso. Nada. Havia luzes, uma árvore da Natal e uma guirlanda com um Papai Noel no centro; em baixo, em dourado, bem grande, a palavra “paz”... De que paz estão falando? Que paz estão pensando? Que paz um bizarro e inexistente Papai Noel pode trazer? Que Natal se celebra quando não se celebra Cristo?

Arte de nossa sociedade pagã e vulgar: a capacidade de banalizar tudo, de festejar tudo sem celebrar nada! As luzes do Natal, que significam de profundo? Nada! As mensagens de Natal, com palavras gastas: paz, amor, realizações, felicidade, prosperidade, sonhos... Que significam, além de vagos desejos e sentimentos açucarados? Nada! Os eventos natalinos: ceias, presentes, roupas novas, reuniões familiares? Que estarão simbolizando? Nada!
Sem Jesus não há Natal. Sem Ele o Natal é uma mentira; apenas mais uma comemoração de nada para dar a ilusão de que estamos de bem com a vida... Sem Jesus, que fazer com a vida, a doença, a fome de tantos, a tristeza, a solidão, as feridas de nosso coração, nossas derrotas, nossos fracassos e os problemas de nossa existência? Sem Jesus, que fazer com a morte que, cedo ou tarde, enfrentaremos?
O Ocidente encheu este período de uma atmosfera de doçura, bondade, esperança e amor. Cânticos belíssimos foram compostos; símbolos e costumes sublimes foram criados... Mas, tudo isso tinha um sentido, era expressão de um profundo estado interior: o Ocidente sabia que o mundo tinha um sentido e uma esperança: Aquele Menino que nasceu em Belém, que é Deus perfeito e homem perfeito. Sabia-se claramente que ele nos trouxera a salvação porque nos trouxera o sentido da vida e a vitória sobre a morte. Sabia-se bem que esse Menino é sinal de contradição e que segui-lo requer maturidade, amor, renúncia...
Os presentes recordavam que em Jesus Deus se fez presente; o pinheiro de Natal recordava que a vida veio ao mundo no ventre da Sempre Virgem Maria; as luzes nos diziam a Luz do mundo que dissipou a treva do pecado e da morte, a ceia natalina nos falava da Eucaristia e do desejo de participar do Banquete do Reino que esse Menino nos abriu. E o amor, a paz, a harmonia de que se falavam nasciam da paz desse Menino.
Mas, agora, sem o Menino, tudo isso não passa de ilusão, de consumismo, de mais uma fantasia tola. Assim vai nossa sociedade: de futilidade em futilidade, de vazio em vazio...
Mas, para os que creem no Menino e nos Seus passos aprumam sua vida, para esses o Natal ainda é uma doce verdade. A esses, feliz Natal! Para os demais, com toda amizade e sinceridade de coração, um bom 2014."
Autor: Dom Henrique Soares Costa

terça-feira, 5 de novembro de 2013

O tamanho de Deus

"Se algo rouba a paz no meu coração é porque ocupou o lugar de Deus".
Francisco de Assis

foto: Ana Cristina
Um garoto perguntou ao pai: Qual o tamanho de Deus? Então ao olhar para o céu o pai avistou um avião e perguntou ao filho: Que tamanho tem aquele avião?
O menino disse: Pequeno, quase não dá para ver.
Então o pai o levou a um aeroporto e ao chegar próximo de um avião perguntou: E agora, qual o tamanho desse? O menino respondeu: Nossa pai, esse é enorme!
O pai então disse: Assim é Deus, o tamanho vai depender da distância que você estiver dele. Quanto mais perto você está dele, maior Ele será na sua vida! 


autor desconhecido 


domingo, 1 de setembro de 2013

O cavalo descontente


 
foto: Ana Cristina

Sempre podemos encontrar motivos para nos sentirmos descontentes, se quisermos.
 
Podemos, também, encontrar argumentos para nos considerarmos afortunados por estarmos vivos. 
 
Tudo depende da maneira como cada um vê a existência.
 
Era uma vez um cavalo que, em pleno inverno, desejava o regresso da primavera. 
 
De fato, ainda que agora descansasse tranquilamente no estábulo, via-se obrigado a comer palha seca.
 
- Ah, como sinto saudades de comer a erva fresca que nasce na primavera! dizia o pobre animal.
 
A primavera chegou e o cavalo teve sua erva fresca, mas começou a trabalhar bastante porque era época da colheita.
 
- Quando chegará o verão? Já estou farto de passar o dia inteiro puxando o arado! lamentava-se o cavalo.
 
Chegou o verão, mas o trabalho aumentou e o calor tornou-se muito forte.
 
- Oh, o outono! Estou ansioso pela chegada do outono! dizia mais uma vez o cavalo, convencido de que naquela 
estação terminariam seus males.
 
Mas no outono teve que carregar lenha para que seu dono estivesse preparado para enfrentar o inverno.
 
foto: Ana Cristina
E o cavalo não parava de queixar-se e de sofrer.
 
Quando o inverno chegou novamente, e o cavalo pode finalmente descansar, compreendeu que tinha sido fantasioso 
tentar fugir do momento presente e refugiar-se na quimera do futuro. 
 
Esta não é a melhor forma de encarar a realidade da vida e do trabalho.
 
É melhor descobrir o que a vida tem de bom momento a momento, vivendo o presente da melhor forma possível.
 
É melhor descobrir o que a vida tem de bom dia a dia, minuto a minuto, momento a momento, hora por hora.
 
O que significa? Se entregue a Jesus e com certeza você será impulsionado a Evangelizar e ser feliz.

Autor desconhecido
 

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Vida...



Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Foto: Ana Cristina
Já fiz coisas por impulso, Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, 
Já dei risada quando não podia,
Já fiz amigos eternos
já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,
Já fui amado e não soube amar.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas,
mas "quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
Já liguei só pra escutar uma voz,
Já me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e...
...tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!
Mas sobrevivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida...
e você também não deveria passar. Viva!!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e
A VIDA É MUITO para ser insignificante.

Charles Chaplin

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Reinvenção

Fotos: Ana Cristina

A vida só é possível
reinventada.
Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...
Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo... — mais nada.
Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.
Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.
Não te encontro, não te alcanço...
Só — no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só — na treva,
fico: recebida e dada.
Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.
Cecília Meireles