sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Carta ao Panetone


Querido Panetone,

Você sabe o quanto gosto de você,  mas não podemos  viver assim: eu
lhe cortando em pedaços e você me engordando sem parar.
Quando o amor deixa o casal infeliz, é hora de parar. Amor não é sofrimento.
Apesar da sua massa macia e suave, temos que lidar com aquelas
frutinhas cristalizadas de toda relação.
Acredite, vai ser melhor pra  nós dois. Você fica com sua          integridade,
   e eu com minha cintura.
   Continuarei olhando você com ternura e desejo, mas sabendo que já não
   nos pertencemos mais.
   Adeus, Panetone.
   Foi doce, foi bom, mas deixou marcas que agora a blusa comprida
   precisa encobrir.....
   Adeus!!!


  Resposta do Panetone:
  Minha Querida,

  Antes de mais nada gostaria de dizer-lhe que o que engorda não é o que
  te delicia entre o Natal e o Ano Novo,
mas tudo o que você come entre o Ano Novo e o Natal;
portanto, reveja seus fundamentos.
Sei da sua admiração por mim e que sua decisão de me deixar está
muito mais ligada à sua incapacidade de administrar seu peso do
que a qualquer insatisfação comigo.
Sinto pela separação, mas ainda vamos nos encontrar. Assim como minha
massa é mole, a sua carne é fraca. Você ainda vai ter uma recaída.
Não encare isto como uma praga, mas sabedoria de quem entende
muito de tentações.
Acho que você está carente. Se eu tivesse bracinhos, dar-lhe-ia um abraço.
Por enquanto, do seu sempre,
Panetone

(autor desconhecido)

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